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Vanusa - Série "Maxximum"

Vanusa - Série "Maxximum" (SonyBMG, 2005)

Nem sempre são dados a Vanusa o valor e o lugar que ela merece na música brasileira. Se o belo timbre e a voz bem colocada já lhe valeriam destaque entre as nossas melhores cantoras, é bom lembrar que ela foi de nossas primeiras compositoras a lutar pelas causas feministas. Intérprete visceral, traça um Belchior ou um Carlos Lyra da mesma forma que uma versão de Paulo Coelho para o hino gay I will survive ou a singeleza da Oração de São Francisco de Assis. Este CD traz vários de seus clássicos e 8 faixas inéditas em CD, inclusive Comunicação, que ela defendeu no V Festival da Música Brasileira da TV Record, de 1969, depois regravada por Elis Regina. Rodrigo Faour


1 Paralelas (Belchior) (1975)
2 Sem maquiagem (Vanusa) (1980)
3 Estado de fotografia (Malim/ Sérgio Sá) (1977)
4 Mudanças (Sérgio Sá/ Vanusa) (1979)
5 Eu sobrevivo (I will survive) (D. Fekaris/ F. Perren/ Versão: Paulo Coelho) (1981)
6 Não chore por mim (Carlos Lyra/ Daltony Nóbrega) (1980) (*)
7 Panos quentes (Kledir Ramil) (1982) (*)
8 À la carte (Daltony Nóbrega/ Alberto Land) (1980) Ed. RCA (*)
9 Mensagem (Cícero Nunes/ Aldo Cabral) (1968)
10 Pra nunca mais chorar (Carlos Imperial/ Eduardo Araújo) (1968)
11 Prova de fogo (Erasmo Carlos) (1967) (*)
12 Sunny (Bobby Hebb) (1969)
13 Comunicação (Hélio Matheus) (1969) (*)
14 Sem mistério (Luiz Wagner) (1972) (*)
15 Sempre na mira (Tunai/ Sérgio Natureza) (1982) (*)
16 Ser mulher (Vanusa/ Anamaria/ Vanucci) (1980) Ed. Jaguaré (*)
17 Oração de São Francisco de Assis (D.P./ Adapt. Vanusa) (1981)

(*) raridades


Pesquisa de repertório: Rodrigo Faour
Coordenação da série: Flávio Pinheiro e Marcus Fabrício

Vanusa (1973) - Série "As Divas"

Vanusa (1973) (Warner Music, 2006)

Surgida em 1967, em plena era da Jovem Guarda, Vanusa se lançou ao sucesso cantando roquinhos e baladas bem ao sabor daquela época. Chegou a participar de um festival da canção com êxito e, em plena fase da liberação comportamental e sexual, se juntou com o cantor Antonio Marcos, sem passar pela porta da igreja, numa época em que isso era um tabu dos maiores, e de quebra, a seu lado, participou de uma montagem nacional do musical Hair. Já estava consagrada quando, em 73, trocou a RCA pela Continental, ainda munida de um repertório mais para o pop que para a MPB tradicional. Sempre muito audaciosa, lutou contra o machismo vigente na produção e conseguiu que aceitassem no disco uma de suas mais bonitas letras (com música de Mário Campanha): Manhãs de setembro, que para a surpresa de todos, mas não dela, foi seu maior sucesso vida afora. Esta música já ensaiava uma virada de mesa feminista que ficaria mais pungente em seus sucessos futuros. Pois a garra, a força e a afinação de Vanusa nesta e nas outras faixas se juntaram aos arranjos de Portinho, Elcio Alvarez, Chiquinho de Moraes e dos novatos Zé Rodrix e Lincoln Olivetti, produzindo um LP marcante em sua carreira que os fãs jamais se esqueceram. Rodrigo Faour


1. Manhãs de setembro
2. Você não morreu
3. O mago de Pornois
4. Quebra-cabeça
5. Neste mesmo lugar
6. What to do
7. Estou fazendo hora
8. Coisas pequenas
9. Quero você
10. Retrato na parede
11. Mercado modelo
12. Entre cinzas

Reedição produzida por Rodrigo Faour
Coordenação de produção da reedição: Adriana Ramos
Gerente de marketing estratégico: Gian Ucello


Opinião da imprensa


O Estado de S. Paulo - Lauro Lisboa Garcia


Revista Quem - Marcus Preto


O Globo - Antonio Carlos Miguel